Editorial: Plano de novos ares para o Galeão

O tardio processo de licitação do Aeroporto Internacional Tom Jobim chega, enfim, a um ponto que cariocas e turistas tanto ansiavam

Por bferreira

Rio - O tardio processo de licitação do Aeroporto Internacional Tom Jobim chega, enfim, a um ponto que cariocas e turistas tanto ansiavam: o início da “Operação de Transição” pelo consórcio vencedor do certame. Preveem-se até seis meses para que as aguardadas obras estruturais saiam dos croquis e das bonitas animações. A torcida é que parte delas fique pronta até 2016.

Até porque o desempenho do terminal na Copa, a despeito do bom controle da malha aérea, não foi nenhuma excelência — o que já estava previsto, aliás, meses antes do Mundial, pelas palavras do ministro da Aviação Civil, que então dissera ser mais importantes fazer retoques que mexer nas estruturas. Na prática, garantiriam-se perfumarias; reformas urgentes que ficassem para depois. Sucedem-se, então, elevadores parados, esteiras inutilizadas, lojas de menos e uma profusão de tapumes cujo objetivo aparentemente é tapar vergonhas. No fim de semana, mas uma situação vexatória, com pane nos guichês de estacionamento que deu nó nas garagens. Um triste clima de fim de feira.

Privatizar a operação tem sido saída conveniente nos maiores aeroportos do país, e a entrega do Galeão à iniciativa privada já devia ter acontecido há anos. A etapa que se inicia hoje, frise-se, não é garantia de transformações. Obviamente é necessário cobrar o andamento das obras. Não pode o principal destino turístico do país continuar com seu aeroporto tipo “rodoviária de quinta” — o que é um desrespeito à Rodoviária do Rio, que funciona a contento.

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