Por bferreira

Rio - A tragédia que matou o ex-governador de Pernambuco e ex-ministro Eduardo Campos, aos 49 anos, com mais seis pessoas, atropela de forma brutal e inimaginável o cenário político brasileiro. Abala o  país e comove o mundo, e O DIA vem se solidarizar à dor de todos os brasileiros e dos familiares que choram a perda deste jovem estadista. Líder do Partido Socialista Brasileiro, Campos era um político progressista que trazia no DNA, por ser neto de Miguel Arraes, os ideais de uma sociedade mais justa e igualitária.

Campos despontava como uma chama de esperança não só de alternância de poder, mas de efetivas mudanças. Ele surgiu como essa alternativa no rastro dos movimentos sociais que inundaram as ruas do país e em um momento em que a sociedade brasileira, embora descrente da maioria dos parlamentares, passou a discutir uma nova forma de se fazer política.

Pernambucano, Campos tinha um jeito mineiro de ser, no sentido da serenidade e da capacidade de diálogo. Discutia suas propostas de maneira equilibrada, falava pausadamente, mas sempre com convicção e firmeza de propósitos, passando, sobretudo, credibilidade aos seus interlocutores. Virtudes que mostrou em sua última entrevista, exibida no Jornal Nacional da última terça-feira. A entrevista ao DIA seria na próxima semana.

O homem destemido, o pai de família e o líder político se foi. Mas o seu legado e ideais de um Brasil melhor permanecem. Que a classe política nunca deixe de hastear essa bandeira.

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