Por bferreira
Publicado 16/08/2014 00:26

Rio - É necessário aplaudir o esplêndido trabalho da Polícia Civil na prisão do trio que, no dia 17, assaltou e matou Maria Cristina Mascarenhas, dona do Restaurante Guimas. Investigação precisa que desmantelou quadrilha especializada em ‘saidinhas’ de banco, odiosa modalidade de crime que espalha pânico e mina qualquer sensação de segurança, pois em muitos casos termina atabalhoadamente em morte das vítimas.

Tão importante quanto chegar até os autores dos ataques é impedir que eles os cometam — e aí entra todo o policiamento ostensivo, com a observação do aumento do registro de delitos no estado, no comparativo global com os números do ano passado.

Os bancos adotam a tática do apaziguamento e, laconicamente, afirmam adequar-se a normas de segurança. Deles não se pode esperar medidas profiláticas. Tentou-se, anos atrás, banir o uso de celulares dentro das agências, empreitada tão risível quanto inócua. Detectores de metal nas portas também pouco fazem diferença nas investidas dos criminosos.

As quadrilhas, sempre volumosas, não mais precisam pôr gente armada na boca do cofre. Basta ter alguém atento rondando os caixas. Dinâmicas que demandam inteligência para identificar os bandidos e força para patrulhar as ruas. Maria Cristina foi seguida e morta pelos algozes, que fugiram, e toda a ação transcorreu praticamente sem resistência.

‘Saidinhas' e arrastões são termômetro para o patrulhamento de rua ao indicar onde há necessidade de reforço, mas, caso virem rotina, podem impor uma epidemia de violência que destroça a imagem da cidade, afugenta visitantes e apavora os cidadãos de bem.

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