Editorial: Modernizar sistema de trens, o primeiro passo

Buscar soluções que levem à correção desses rumos, com pesados investimentos no transporte ferroviário e de metrô, é o desafio que se impõe às autoridades

Por O Dia

Rio - A não opção no passado pelo desenvolvimento do transporte sobre trilhos no Brasil, em detrimento ao rodoviário, trouxe intrincados problemas de mobilidade urbana hoje às principais metrópoles. E a classe operária, que depende desse sistema de locomoção de massa, é que a mais sofre.

Buscar soluções que levem à correção desses rumos, com pesados investimentos no transporte ferroviário e de metrô, é o desafio que se impõe às autoridades — ou pelo menos deveria ser. A cidade do Rio de Janeiro está prestes a dar um passo nessa direção, com as promessas da SuperVia de modernizar o sistema de trens até as Olimpíadas em 2016, com investimentos e obras revelados em série de reportagens do DIA desde ontem.

Reduzir o tempo de viagem e dar conforto aos mais de 500 mil usuários diariamente, com aquisição de modernos equipamentos e mais composições e vagões com ar-condicionado, além de ampliar as estações e fazer intervenções drásticas nas já existentes, são as principais metas da concessionária, que por ora figura entre as campeãs de reclamações por um mau serviço. Portanto, o que se espera é que as medidas saiam o quanto antes do papel.

Pois já passa da hora de o poder público oferecer transporte de massa minimamente digno no Rio. Não só aos trabalhadores dependentes de conduções, mas também às camadas mais abastadas, que terão a chance de deixar os seus automóveis nas garagens e, de quebra, desatar o nó no trânsito de cada dia.

Afinal, como bem diz o criador do BRT de Bogotá, o colombiano Enrique Peñalosa, a boa cidade não é aquela em que até os pobres andam de carro, mas aquela em que até os ricos usam o transporte público. Que a modernização dos trens da SuperVia aconteça de fato e seja o primeiro passo par pôr o Rio nos trilhos.

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