Por bferreira

Rio - A série de assaltos a banhistas na orla da Zona Sul do Rio no domingo e a onda de roubos a pedestres e a passageiros de ônibus que não para de subir na Zona Norte, como O DIA mostrou ontem, deixam a população assustada e as autoridades de segurança em alerta. Se é verdade que a cidade chegou a respirar aliviada por um momento com a redução da violência após a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora, UPPs, há pouco mais de 5 anos, hoje o aumento da criminalidade em todos os níveis e regiões é uma realidade a apavorar cariocas e fluminenses e pede urgente correção de rumos, como o policiamento ostensivo nas ruas.

Números do Instituto de Segurança Pública, ISP, expõem essa carência de agentes de segurança no asfalto. Na Região do Grande Méier, tradicional área, os roubos a transeuntes aumentaram mais de 70%, enquanto os assaltos a ônibus subiram mais de 160% em um ano. E o pior é que os ataques no bairro estão acontecendo em plena luz do dia, como a tragédia que destroçou os sonhos da família do engenheiro Marcelo Magalhães Gonçalves, morto a tiros dentro do carro por bandidos, após deixar as duas filhas na escola pela manhã. Crime que poderia ter sido evitado, caso fosse atendido pedido básico de moradores em abaixo-assinado encaminhado há um mês às autoridades: de reforço no policiamento no bairro.

Não há dúvidas de que, pelos enormes benefícios que trazem, as ocupações nas comunidades dominadas pelo crime por forças de segurança, não só devem continuar, como ser ampliadas para outras regiões do estado. Mas não se pode continuar com a política do cobertor curto na segurança. O estado tem obrigação de prosseguir com a libertação de moradores das garras de milicianos e traficantes com as UPPs. Mas o direito à segurança é de todos. O patrulhamento ostensivo deve garantir o direito de ir e vir dos cidadãos, seja nos morros, seja no asfalto.

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