Editorial: Esforço para dar fim a imóveis fantasmas

O Rio está resgatando a Zona Portuária de anos de abandono

Por O Dia

Rio - Construções abandonadas não trazem nada de positivo à vizinhança: desvalorizam a região, enfeiam a área, causam conflitos habitacionais — uma vez que sem-teto que ali se instalem mais cedo ou mais tarde serão retirados, quase sempre à força — e oferecem risco de acidentes. Como O DIA mostrou esta semana em duas reportagens, é expressivo o número de imóveis vazios ou condenados. Seriam cinco mil edificações sem dono e 800 sob a iminência de cair. A prefeitura tenta desapropriar alguns, a despeito do lento e burocrático processo.

É preciso empreendedor esforços para acelerar a recuperação desses locais. O Rio está resgatando a Zona Portuária de anos de abandono, e o bairro que dali surgirá poderia servir de modelo para outros pontos — a Avenida Brasil, uma via que passa por trechos assustadores, é um deles. Cabe lembrar que uma desapropriação célere abriria novos terrenos ou bases de imóveis para retrofit, o que ajudaria a combater a especulação imobiliária e os aluguéis ainda altos, a despeito de ligeira queda. E o mais importante: poria abaixo bombas-relógio que podem desabar e fazer vítimas.

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