Por bferreira

Rio - Hoje a Rádio Nacional, antiga emissora de prefixo PRE8, completa 78 anos. Criada em 12 de setembro de 1936 e incorporada ao patrimônio da União em março de 1940, desde então vem seguindo os caminhos idealizados pelo Pai do Rádio no Brasil, Roquette-Pinto, de “trabalhar pela cultura dos que vivem em nossa terra”, e louvando a frase do visionário mestre.

Situada durante décadas na Praça Mauá, no mais alto edifício da América Latina, conseguiu chegar ao Monte Everest de todas as emissoras de rádio no mundo em termos de audiência. A competência da Rádio Nacional trouxe para si o que havia de melhor no mercado risonho e intelectual de nossa cidade, como cantores, locutores, animadores, produtores, jornalistas e artistas de teatros de revista e comédia. Mesquitinha, Brandão Filho, Ismênia dos Santos, Rodolfo Mayer, Abigail Maia, Roberto e Floriano Faissal, Zezé Fonseca, Daisy Lúcidi, Saint Clair Lopes, Cesar Ladeira, Ítala Ferreira, Oduvaldo Cozzi, Ary Barroso, Lamartine Babo, Renato Murce e Ghiaroni são alguns entre a série de notáveis e imperdíveis nomes que projetaram o cenário radiofônico de nosso país.

A Nacional fez o Brasil chorar de emoção e gargalhar com a inteligência de Haroldo Barbosa, Max Nunes, Ema e Walter D’Avila; e cantar com Francisco Alves, Orlando Silva, Cauby Peixoto, Francisco Carlos, todos ídolos de geração equidistante, tais as rainhas apaixonantes Emilinha Borba e Marlene, que fixaram a imagem do artista popular nos palcos de auditórios de um país em guerra, anunciadas nas lisonjas de César de Alencar, Manoel Barcelos e aplaudidas em todo o Brasil.

A emissora chegou a manter locutores no exterior, traduzindo em mensagens toda realidade bélica, até o esperado dia do “Acabou a guerra! Acabou a guerra!”, dito entusiasticamente por Heron Domingues e, creditado, porque foi noticiado pelo ‘Repórter Esso’. Esses entretenimentos levaram milhares de pessoas à compra de seus rádios transmissores nos conhecidos “gringos da prestação”, que todo mês batiam de porta em porta para anotar no cartãozinho o abatimento da compra que fizeram para escutar ‘Em Busca da Felicidade’, novela que emprestou sua durabilidade até a chegada de ‘O Direito de Nascer’, desta mesma senhora, esbelta, bonita, que epitomizo com muito carinho por tudo que fez e continua fazendo, agora gerida pela Empresa Brasil de Comunicação.

Hoje, soprando 78 velinhas coloridas, a Rádio Nacional, a Miss Brasil Eterna de todas as emissoras de rádio do nosso Brasil!

Osmar Frazão é radialista e historiador

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