Por adriano.araujo

Rio - O assassinato na semana passada do primeiro comandante de uma UPP, capitão Uanderson Manoel da Silva, em confronto com traficantes no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, é uma terrível baixa. À família do policial, à corporação, à cúpula da Segurança e à população do Rio de Janeiro. E o que se exige é que os responsáveis pela morte do jovem oficial PM sejam identificados e trancafiados, o mais rapidamente possível, como questão de honra e justiça. A morte do policial também deixa lições. Traz à reflexão necessidades de urgentes mudanças, sobretudo quanto à segurança dos agentes públicos lotados nas Unidades Pacificadoras. Mas não pode levar a recuos na política de segurança.

O episódio faz aumentar a sensação de insegurança, tanto de agentes como de moradores, ante à ousadia dos criminosos em atacar estruturas, criadas justamente para proteger as comunidades. O atentado ao capitão PM, infelizmente, vem se somar a outros. Só este ano, mais seis policiais de UPPs foram mortos em confrontos com o tráfico. São números preocupantes, que acendem o sinal de alerta da autoridade de Segurança. E o primeiro passo para a correção de rumo é oferecer, minimamente, treinamento e equipamentos condizentes à ação dos soldados destacados às ocupações.

O que não pode é o poder público baixar a guarda diante da ousadia de facínoras que resistem em abandonar os seus redutos. Não pode ver, passivo, o medo se espalhar à população e os PMs das unidades se transformarem em alvo fácil de bandidos. O crime deve ser combatido, sim, dentro da lei, com a mesma intensidade e inteligência, no morro e asfalto. Mas sem representar perdas de vidas de policiais.

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