Por felipe.martins

Rio -  Mortalidade materna é índice de deficiência na saúde que envergonha. Não é concebível que mães continuem morrendo por atendimento médico inadequado ou acompanhamento inexistente. Triste é constatar os bolsões onde gestantes estão mais expostas ao risco de vida, como na Baixada. O DIA tem mostrado desde domingo que nesses 13 municípios o volume de óbitos de grávidas é um terço maior que na capital.

No momento em que o estado se propõe a oferecer atendimento de saúde a toda a população, é crucial haver uma atenção diferenciada a quem espera um bebê. Gravidezes podem revelar um sem-número de males, como eclâmpsia, que por muito tempo vitimou milhares justo na hora do parto. Com um pré-natal mínimo, por exemplo, o risco é minimizado.

O que não pode é haver um ‘apartheid’ velado no pré-natal, que separa a negras um atendimento falho e garante toda a segurança a brancas. Casos como o de Marta Simões, detalhado pelo DIA nesta segunda-feira, precisam acabar. Ela engravidou há cinco meses e não viu a cara de um médico. As redes de atenção à mulher têm de conversar mais, com unidades a que grávidas possam recorrer nos momentos de emergência. Ter um filho é uma bênção. Não pode ser um fardo.

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