Por felipe.martins

Rio - Mesmo com a grande quantidade de informação circulando atualmente e a multiplicação de sites e blogs de saúde, as doenças cardiovasculares, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), são a principal causa de mortes no mundo, com 17 milhões de óbitos. A falta de tempo e o corre-corre do dia a dia impedem que se cuide melhor da saúde, contribuindo para o surgimento de enfermidades, como pressão alta, taxas elevadas de colesterol e obesidade. Todas fatores de risco de doenças do coração.

O Dia Mundial do Coração, comemorado ontem, serve para nos alertar sobre os cuidados que devemos ter e sobre como a informação sem filtro vem contribuindo para que as pessoas confundam o que é verdade e mito. Há muitos pacientes, por exemplo, que acreditam que os problemas cardiovasculares atingem mais homens que mulheres. Isso não é verdade. Gênero não é fator de risco para a doença. A ligação entre esses males e mulheres é algo mais recente, pois elas passaram a adquirir hábitos, como o tabagismo, estresse e a má alimentação, que estavam mais presentes no universo masculino.

Outro erro é acreditar que a ocorrência de doenças cardíacas esteja relacionada à idade; se isto fosse verdade não seria cada vez maior o numero de infarto em pessoas com menos de 65 anos. Um adolescente sedentário que exagera no consumo em alimentos gordurosos terá grandes chances de desenvolver jovem alguns dos fatores de risco como alto colesterol e obesidade.

Os amantes do cafezinho podem ficar despreocupados, pois não é verdade que a bebida faz mal ao coração, quando usada de forma moderada. A cafeína, que é rica em antioxidantes, até estimula o funcionamento do organismo e a memória. Assim como acreditava-se que o ovo era vilão, pesquisas já mostraram que comer uma unidade por dia não é nenhum absurdo. O alimento é rico em proteínas de alta qualidade. Mas quem tem problemas de colesterol ou já teve infarto não deve exagerar. Por outro lado é verdade que o óleo vegetal, rico em gorduras monoinsaturadas, ajuda a reduzir o colesterol ruim, sem baixar o HDL, que é saudável ao coração.

No entanto, nem todos os problemas do coração apresentam sintomas imediatos. Alguns se desenvolvem silenciosamente, o que impede a pessoa de desconfiar que algo esteja errado. Por isso a importância de um acompanhamento médico regular. Entretanto, além do acompanhamento deve haver a adoção de hábitos como alimentação saudável, prática de exercícios físicos, controle do peso, sono regular, não fumar e ter momentos de lazer. Seu coração ficará agradecido, e sua saúde também.

Eduardo Duarte é coordenador do Check-Up do Centro de Medicina Nuclear da Guanabara

Você pode gostar