Editorial: Democracia se faz com votos válidos

Ainda que se reclame da falta de opção, existem nomes honrados neste pleito nas diversas esferas

Por O Dia

Rio - Cento e quarenta e dois milhões, oitocentos e vinte e dois mil e quarenta e seis brasileiros estão convocados para comparecer às urnas hoje. Em suas mãos, o destino do Brasil pelos próximos quatro anos, num momento de consolidação de avanços, mas de necessárias correções de rumo. No plano nacional, os olhos se voltam ao “G-3 eleitoral”, numa acirrada batalha entre Dilma, Marina e Aécio. A primeira faz contas para vencer já nesta noite; os demais catam votos para enfrentar a presidenta no dia 26 de outubro. O que acontecerá?

A resposta depende mais do percentual de votos válidos do que do desempenho de cada um. É amplamente sabido que, no resultado, desprezam-se os brancos, os nulos e principalmente as abstenções. Em 2010, descartou-se um quarto do eleitorado — só de faltas, foram quase 25 milhões. Deixar de comparecer à seção eleitoral ou registrar branco ou nulo é o mesmo que atestar a permanência de tudo como está. É o voto da indiferença, da falta de compromisso.

A despeito de um ‘desencanto’ com a política, é primordial votar. Tanto para ratificar a aprovação na presidenta ou para forçar a realização de segundo turno, o que zera a eleição e abre nova fase de discussões. O mesmo vale para a disputa para o Legislativo. Quanto mais votos válidos, maior o cociente eleitoral — o volume necessário para eleger um parlamentar —, e mais difícil será formar superbancadas. A divisão por partidos tende a ser mais harmônica.

Ainda que se reclame da falta de opção, existem nomes honrados neste pleito nas diversas esferas. Confiar o voto a eles, mesmo se reduzidas as chances de êxito, é mais republicano que lavar as mãos.

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