Por felipe.martins

Rio - Não foi bem a identificação biométrica nesta eleição. Por todo o Brasil, relataram-se filas intermináveis, com gente aguardando até três horas para votar. Em Niterói, algumas urnas só foram lacradas depois das 19h, o que atrasou consideravelmente o início da totalização no Rio — teve estado, como o Espírito Santo, que proclamou o resultado enquanto o TRE-RJ ainda segurava a divulgação. Para um país que se orgulha da urna eletrônica, a demora na leitura das digitais é um retrocesso que precisa ser contornado.

O ministro Dias Toffoli, presidente do TSE, comparou a urna biométrica a um “carro novo”, ao qual o proprietário precisa de um tempo para se adaptar. Ressaltou ainda ter havido treinamento com os mesários. Em que pesem a novidade e as dificuldades no procedimento, não é razoável a lentidão observada em tantas seções. Multiplicaram-se pelo Brasil casos de eleitores que, depois de oito tentativas frustradas de passar pelo leitor óptico, foram liberados a votar. Perderam-se tempo e paciência numa ferramenta inócua. E se essa verificação fosse indispensável para a validação dos votos? Ficaríamos até quarta?

A própria urna  passou por ajustes: os botões, por exemplo, eram planos e ganharam relevo, como blocos de montar. É necessário reavaliar todas as etapas da biometria para que, em 2016, não se observem filas como as de ontem.

O voto no Brasil é obrigatório. É um dever e um direito, o momento máximo da República. Não pode ser um fardo para o cidadão. Com as adaptações certas, o processo vai se aprimorar, e a festa da democracia ficará cada vez melhor.

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