Editorial: A avalanche das verdades

Veículos de comunicação têm legitimidade para defender posições, mas deve haver responsabilidade

Por O Dia

Rio - Quantas são as verdades nesta eleição? As últimas horas antes da abertura das urnas estão reservando cenas deprimentes de imposição de versões, em tentativas constrangedoras de moldar o eleitorado. No abismo a separar as duas correntes que duelam amanhã — e principalmente os respectivos apoiadores —, há um violento choque de discursos incompatíveis e de conveniência. É natural da democracia existir a dissonância. O perigoso neste caso são os métodos para falar mais alto e calar o adversário.

Veículos de comunicação têm legitimidade para defender posições, mas deve haver responsabilidade. Nesta reta final, manda-se o bom senso às favas quando se disparam afirmações de procedência duvidosa — contrariando os fundamentos do jornalismo — com o claro intuito de provocar agitação ou fomentar revoltas.

A Internet reverbera essas reportagens controversas, mas as rebate com críticas — felizmente, algumas são bem-humoradas. Daí essa multiplicação das verdades, o que confunde o indeciso e acirra os convictos de cada lado. Fosse há 15 anos, sem esse pronto recurso, o dolo seria muito maior.

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