Por bferreira

Rio - É hora de os governantes reeleitos — a presidenta Dilma Rousseff de um lado e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, de outro — porem logo mãos à obra. Não há tempo a perder até o 1º de janeiro. O país e o estado têm pressa das mudanças, e adiantar algumas medidas desde já é um ótimo cartão de visitas ao eleitorado que confiou-lhes mais um mandato e esperanças de dias melhores.

Pezão deu o pontapé inicial do seu novo governo ao solicitar, no dia seguinte ao pleito, como O DIA mostrou ontem, parceria de recursos da Prefeitura do Rio para obra que pretende começar, este ano ainda, de ampliação do metrô até o Recreio, uma de suas promessas de campanha.

O governador reeleito também inicia contatos com o governo federal para acabar com as filas nos hospitais federais, quer tocar logo as construções para terminar com a falta d'água na Baixada e encaminha bem a sucessão na Secretaria de Segurança, mola-mestra de sua política de pacificação. Um ótimo começo.

Já a presidenta, que antecipou ainda em campanha a saída de seu ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve se apressar em definir a equipe econômica. Para a pasta, o 1º de janeiro é ontem. Prorrogar essa medida é fertilizar o solo a especuladores, que, num piscar de olhos, fazem a bolsa despencar e o dólar subir, comprometendo a economia.

Em meio a um mercado tão volátil, vários setores aguardam por sinalizações de mudança na política econômica. A despeito da promessa de amplo diálogo feita por Dilma, esperam da presidenta mais atitudes e menos palavras.

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