Por bferreira

Rio - O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul aceitou a denúncia do Ministério Público contra quatro torcedores do Grêmio flagrados xingando com ofensas racistas o goleiro Aranha, do Santos, em jogo em Porto Alegre. Com isso, eles são réus em processo de crime de racismo e podem pegar até três anos de prisão.

Essa é uma questão que deve ser encarada com o máximo rigor, porque não envolve apenas a ação de três torcedores de um time de futebol, mas uma manifestação de preconceito inaceitável. O racismo é odioso em todas as suas formas e não pode ser tolerado por nenhuma sociedade. Menos ainda pela brasileira, formada pela miscigenação de povos e de culturas oriundos de praticamente todas as partes do mundo.

E a punição dos três gremistas, se o inquérito confirmar sua culpa, pode, e deve, servir de exemplo para todos aqueles que insistem ofender de forma tacanha pessoas por serem diferentes. Uma sociedade democrática não pode admitir manifestações de intolerância, seja pela cor da pele, pela religião, pela sexualidade, pela classe social ou por qualquer outra.

O caso do racismo dos gremistas, que causou indignação em todo o país, deve ser motivo de reflexão também para a necessidade de criação de mecanismos legais para punir outras formas de intolerância, como a homofobia e a mostrada recentemente contra os nordestinos. Como nos casos de racismo, é preciso que a lei imponha penas também para essas manifestações odiosas e hediondas.

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