Por thiago.antunes

Rio - Um pequeno grupo ocupou no sábado a Avenida Paulista, a principal do Centro da capital de São Paulo, para uma manifestação descabida de contestação à reeleição da presidenta da República. Entre outros despropósitos, alguns pregavam o fim do regime democrático e intervenção das Forças Armadas.

Felizmente, o Brasil não é uma república de bananas em que divergências políticas são resolvidas com quarteladas. O país é uma democracia consolidada que, desde a volta ao regime democrático, há 25 anos, firmou-se com importante potência econômica e política respeitada e ouvida no cenário mundial e que em vários aspectos, como no combate à miséria, é exemplo para o mundo.

Além disso, toda a América do Sul passa por processo inédito de longevidade da democracia, com grupos de diferentes vertentes ideológicas disputando, pelo voto, a conquista do poder. É assim que tem de ser. E é assim que continuará a ser, apesar de alguns não se conformarem com a falta de apoio popular e buscarem soluções que desrespeitem o direito de o povo escolher seu destino.

Por isso, manifestações como a do pequeno grupo que sábado provocou transtornos aos que precisaram passar pela Paulista não podem nem sequer ser levadas a sério. São apenas demonstração do chororô dos que, sabedores de que suas teses não contam com nenhum respaldo da sociedade, esperneiam. Mas no Brasil de 2014 não há espaço para eles. A democracia já venceu esse jogo.

Mas nem por isso se deve fechar os olhos a essa ação leviana contra os interesses da sociedade, ainda mais quando não são espontâneas e servem aos interesses de gente esperta que sabe usar incautos como massa de manobra. A participação de um deputado recém-eleito, membro de uma família tradicional na política, é prova de que esse jabuti não subiu sozinho nessa árvore. Um parlamentar pedir o fim do direito de voto soa, no mínimo, como quebra de decoro.

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