Por bferreira

Rio - A Polícia Militar iniciou no fim de semana operação para prevenir arrastões nas praias na Zona Sul do Rio, com bloqueio na saída do Túnel Rebouças, do lado da Lagoa. No primeiro dia, 70 adolescentes e até crianças foram retirados de ônibus, impedidos de seguir para Copacabana e Ipanema, sob a alegação de causar danos aos coletivos.

Qualquer operação que vise a prevenir ato de violência é oportuna, desde que tenha critérios claros. No caso do fim de semana, chama a atenção o fato de terem sido escolhidas para a vistoria linhas que fazem a ligação do subúrbio à Zona Sul que passam perto de favelas. Afinal, são muitos os ônibus que ligam bairros às praias — alguns saindo da própria Zona Sul — e todos, teoricamente, podem ser usados por organizadores de arrastões.

Ações preventivas contra a violência nas praias e em qualquer ponto da cidade são bem-vindas. Mas precisam ter critérios claros, bem fundamentadas e sem ferir direitos. As operações não podem mirar um segmento da população, como se a sua condição social ou local de moradia fosse indício de potencial criminoso. Aí extrapola e acaba virando discriminação.

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