Por bferreira

Rio - A Baixada Fluminense, com quatro milhões de habitantes, sofre com o descaso, diminuindo os serviços das prefeituras e a redução de contratos com a rede privada, reduzindo, em média, 10 mil leitos credenciados ao SUS, não substituídos por novos leitos públicos.

A redução de leitos pela rede privada deve-se também ao congelamento da tabela de procedimentos do SUS, tornando inviável mantê-los. E também à falta de seriedade das prefeituras com o repasse do Fundo Nacional de Saúde à rede prestadora de serviços, chegando a atrasar um ano em alguns municípios. E quando ocorre a troca do governante a dívida fica esquecida.

Defendemos um projeto de valorização das unidades privadas, instaladas em bairros da periferia na Região Metropolitana e no interior, ampliando o atendimento. Existem pequenos serviços, como os ambulatoriais, etc., que poderiam incorporar uma rede de atendimento primário. Esses serviços instalados e com seu corpo médico e técnicos formados por moradores locais. Ele se tornariam mais baratos e rápidos, além da geração de empregos, trazendo desenvolvimento para a região.

Há unidades hospitalares privadas subutilizadas, mas com total condição de funcionamento com uma Parceria Pública Privada (PPP), ou um simples convênio. É preciso, no entanto, o interesse dos governantes em melhorar os serviços. O custo dessa assistência é mais barato quando realizada pela rede privada.

Contudo, faz-se necessário, para a moralização do setor, a autorização da participação da iniciativa privada nas licitações dos serviços de saúde. Os empresários desse segmento têm toda a experiência e conhecimento para a gestão desses serviços. Afinal, a doença não é pública nem privada. Somente com parcerias honestas, conseguiremos controlá-la.

Marcus Quintella é diretor da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro

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