Por bferreira

Rio - As seguidas mortandades de peixes em diversos pontos da Baía de Guanabara, sem que especialistas encontrem justificativa na ciência ou na análise da água, podem indicar que não haja um desastre ambiental, mas um crime. O fato de os animais mortos serem todos da mesma espécie reforça a suposição de que eles tenham sido descartados por barcos de pesca. A suspeita é levantada por pescadores artesanais e é corroborada pelo próprio Instituto Estadual do Ambiente. Convém apurá-la a fundo.

De acordo com o Inea, as savelhas que estão sendo encontradas em Paquetá não estariam morrendo por envenenamento e sim por redes de pesca. Mas, como não têm valor comercial, acabam descartadas na própria Baía.

A consequência, além da perversidade contra os animais pescados, mortos e jogados fora como lixo, são os transtornos causados pelos milhares de peixes jogados na água, que provocam mau cheiro, danos ao ambiente e até atrapalham a circulação de embarcações. Sem falar em prejuízos potenciais ao turismo, já que a Baía de Guanabara é um cartão-postal da cidade.

Comprovado o crime, há que se incrementar a fiscalização, sobretudo na madrugada, hora tradicional de pesca. Nada pode justificar que, por interesse econômico, um grupo, mesmo de trabalhadores em busca da sobrevivência, cometa crimes contra a natureza e a sociedade.

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