Por bferreira
Publicado 14/11/2014 00:53

Rio - A despeito das críticas dirigidas à presidenta Dilma Rousseff, após sua reeleição, sobre suposta mudança de posicionamento com relação à tarifa de preços, ajuste fiscal e inflação, cabe ressaltar que o que menos importa agora é cobrar coerência no discurso de palanque. Até porque, no calor de uma das campanhas presidenciais mais agressivas dos últimos tempos, confessar problemas na política econômica àquela altura seria um prato cheio à oposição, um meio caminho para a derrota e mais especulações.

Além do que os reajustes nos preços dos combustíveis e da energia elétrica divulgados logo após o pleito, por exemplo, não eram novidade para ninguém. Já haviam sido anunciados, anteriormente.

O importante agora é que a presidenta promova as mudanças que forem necessárias para pôr a economia de volta no eixo. A começar pelo dever de casa que é criar mecanismos para que o governo pare de gastar mais do que arrecada, o chamado ajuste nas contas públicas, fundamental para o controle da inflação. Para isso, Dilma Rousseff já afirmou que usará lupa para estancar os gastos da União. Que assim seja.

Outra medida que não pode esperar pelo dia 2 de janeiro é a recomposição dos integrantes de primeiro escalão do seu governo, sobretudo o anúncio do novo comandante da economia. E essas mudanças parecem já ter sido precipitadas com o pedido de demissão da ministra da Cultura, Marta Suplicy, e com a saída de outros membros do ministério prevista para a semana que vem, logo assim que a presidenta retorne da reunião do G-20 na Austrália.

Enfim, mais do que palavras, a presidenta precisa de ações que indiquem correção de rumos no seu segundo mandato e acalmem logo nosso turbulento mercado, movido pelo festival de boataria que só interessa aos especuladores.

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