Por bferreira

Rio - A Prefeitura de Salvador publicou ontem, Dia Nacional da Consciência Negra, um decreto que garante a todas as religiões de origem africana os mesmos benefícios tributários concedidos a igrejas, como a católica. É medida correta e que deveria servir de exemplo para outros governos, e não só municipais.

A iniciativa é mais do que justa, um avanço num país que luta contra o preconceito. É um reconhecimento ao direito de milhões de brasileiros que escolheram uma opção religiosa diferente daquela que durante muito tempo foi considerada a oficial.

E é também uma medida que reafirma a opção democrática da sociedade brasileira e pela convivência harmônica entre os povos que a formam.

Mais que benefícios tributários, a lei assinada pelo prefeito Antonio Carlos Magalhães Neto, durante uma solenidade para comemorar justamente o Dia Nacional da Consciência Negra, contribui para estender aos adeptos das religiões de matriz africana a cidadania plena.

Ela só é alcançada quando são reconhecidos todos os direitos que garantem ao indivíduo e aos grupos sociais exercer suas opções pessoais e coletivas, incluindo suas crenças.

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