Alexandre Muniz: Bom exemplo de legado

Os serviços no Miécimo da Silva ultrapassam a esfera esportiva

Por O Dia

Rio - Umas mais importantes questões levantadas sobre a preparação do Rio para as Olimpíadas de 2016 é: de que forma as instalações esportivas poderão se converter em legado para a população? Em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, existe exemplo bem-sucedido de como um equipamento esportivo de grande porte pode ser aproveitado e se tornar instrumento para a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida dos cariocas. Palco de competições dos Jogos Panamericanos de 2007, o Centro Esportivo Miécimo da Silva atualmente recebe média de mil pessoas por dia e conta ainda com 12 mil alunos inscritos, principalmente da rede pública municipal.

Apesar de o Miécimo da Silva atender principalmente os moradores de Campo Grande e Santa Cruz, por estar mais próximo destes bairros, trata-se de um equipamento público, da Prefeitura do Rio, aberto a toda a população, de maneira gratuita. Os 64 mil m² de área são administrados pela organização social Espaço, Cidadania e Oportunidades Sociais (ECOS) e ali é possível praticar até trinta e seis modalidades esportivas e desfrutar de estrutura com piscinas olímpica e semiolímpica, nove quadras externas, pista de atletismo, ginásio com capacidade para cinco mil pessoas e campo de futebol com medidas oficiais.

O ponto-chave na concretização desse legado é trabalhar em prol das pessoas. Os serviços no Miécimo ultrapassam a esfera esportiva. O equipamento é o lugar onde crianças e adolescentes ampliam suas possibilidades educacionais, idosos se sentem acolhidos e estimulados. Existem departamentos específicos que atendem às variadas faixas etárias e necessidades especiais. Os usuários ainda contam com colônia de férias, realização de cursos, eventos e atividades como RPG, pilates e fisioterapia. Para tanto, o Miécimo conta com noventa professores e ainda pedagogos, psicólogos e assistentes sociais.

A união entre prática esportiva e a boa utilização de estruturas é uma contribuição social concreta. Não se trata de utopia. Nós temos legado e milhares de cariocas já vivem essa realidade.

?Alexandre Muniz é presidente da ECOS

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