Hamilton Werneck: R$ 5 bi para a Educação

Pessimistas dizem que o valor é insuficiente, otimistas comemoram todo dinheiro novo que chega à pasta

Por O Dia

Rio - Nada mau. Pessimistas dizem que o valor é insuficiente, otimistas comemoram todo dinheiro novo que chega à pasta. Aprovada a emenda na Comissão de Educação do Senado, se receber o beneplácito do plenário, chegará às contas do Fundeb como reforço para 2015. Municípios agradecem.

As cidades estão de olho na votação das diretrizes orçamentárias e na flexibilização do superávit fiscal para fechar as contas de 2014. Aprovadas, ficaria mais fácil pagar o piso salarial nacional aos professores, o que muitas vezes não pode ser feito por causa das ‘travas’ da responsabilidade fiscal. Situação e oposição se digladiam, uns defendendo a austeridade econômica, outros preferindo uma política econômica que privilegie setores sociais e pessoas.

É bem verdade que o que se espera dos investimentos educacionais com olhares voltados somente para o pré-sal não será suficiente, mesmo que atinjamos a autossuficiência e passemos a exportar petróleo. Somente um aumento considerável no nosso PIB conseguirá levar o Brasil ao patamar dos países que mais investem em Educação.

Temos de dar passos. Este é um deles. Pequeno, porém, adiante. É assim que precisamos caminhar, superando o verbo dos debates dos interesses políticos e do mal-estar criado, porque os interesses de coligações, postos muitas vezes acima dos interesses nacionais, desagradam a gregos e a troianos.

Recentemente o senador Cristovam Buarque chamou a atenção de que não adianta querer depositar todas as fichas no petróleo a ser extraído das profundezas porque o investimento em Educação, para ser relevante, precisaria atingir mais de R$ 400 bilhões a cada ano. Tal fato não será sustentado somente com o petróleo e, sim, pelo crescimento global, que terá de elevar o PIB para patamar acima de R$ 4,5 trilhões.

Assim, os 10% previstos para a Educação até 2014 conseguirão atender à demanda educacional de um país que pretende ser potência.

O que, em última análise, isto significa? Bem simples: precisamos dar mais valor ao leve e caro, sem deixar de lado o pesado e barato. Leve e caro é um produto com grande agregação de valor o que se consegue produzir somente com a elevação do patamar educacional de uma nação.
Boas-vindas aos cinco bilhões. Não é tudo, mas ajuda muito!

Hamilton Werneck é pedagogo e escritor

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