Por bferreira
Rio - O Estado do Rio consolidou posição de destaque como polo gerador de emprego e renda. Não houve passe de mágica. Os avanços vêm desde 2007, com políticas efetivas de ampliação da oferta de trabalho, atração de investimentos e, sobretudo, de inclusão social. Dois fatores básicos pesaram: os projetos de qualificação de mão de obra e a criação de frentes de empregabilidade, sobretudo no Grande Rio.
Os números traduzem um quadro revelador. Na esteira das grandes obras de infraestrutura urbana, como o Porto Maravilha, o Arco Metropolitano, os novos BRTs e a Linha 4 do metrô, a economia fluminense registrou forte demanda por empregos nos mais diversos setores. Da construção civil às indústrias naval e automotiva, mais de 1,3 milhão de vagas foram abertas nos últimos oito anos. A política de incentivos do estado ajudou a atrair cerca de 400 mil empresas.
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Não é só. Os trabalhadores da Região Metropolitana têm hoje renda média de R$ 2.362,10, a mais alta entre as seis capitais pesquisadas pelo IBGE. Na outra ponta, a taxa de desocupação é uma das menores do país: 3,8%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego.
O grande salto, porém, foi dado com capacitação. Criada em julho de 2013, em Manguinhos, a Casa do Trabalhador reforçou a ocupação social, com gama de serviços. Cursos de gastronomia, informática, empreendedorismo, idiomas e alfabetização, entre outros, abriram novos horizontes. O programa hoje atinge cinco comunidades pacificadas. Além da emissão de carteiras de trabalho e intermediação de mão de obra, 35 mil pessoas receberam treinamento em 40 cursos de qualificação.
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Outras iniciativas ajudaram a fortalecer a empregabilidade. Em janeiro, os postos Sine passaram a emitir o modelo digital da carteira de trabalho, com tarja magnética e numeração única para todas as vias. A Secretaria de Trabalho e Renda também esteve presente em feiras de emprego que reuniram mais de 30 mil pessoas, além de ter ajudado a promover eventos pela inclusão de pessoas com deficiência. Todas essas iniciativas contribuíram para o renascimento econômico do Estado, que recuperou potencial perdido nas últimas décadas. Essa ponte para o futuro está cada vez mais sólida.
Sérgio Romay é secretário estadual de Trabalho e Renda
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