Editorial: PMs merecem mais atenção e respeito

Parte fundamental do processo de pacificação do estado e da proteção à população, os quase 50 mil policiais militares do estado tiveram um fim de ano decepcionante, com o imbróglio da cesta de Natal

Por O Dia

Rio - Parte fundamental do processo de pacificação do estado e da proteção à população, os quase 50 mil policiais militares do estado tiveram um fim de ano decepcionante, com o imbróglio da cesta de Natal. O DIA vem mostrando desde o início do mês os desmandos acerca do bônus. Infelizmente não é o único problema a afligir a tropa hoje. O jornal denunciou esta semana, em diferentes reportagens, a preocupante precariedade nos hospitais dedicados aos agentes de segurança.

No que toca à cesta, nem a primeira intervenção do governador Pezão parece ter surtido efeito. Enquanto os colegas da Civil recebiam uma cesta de fato, e farta, militares ficavam na dúvida sobre o que e se levariam. Pezão novamente apareceu, e garantiu-se um módico pagamento de R$ 100, que deve cair na conta dos agentes até hoje.

Mais grave, porém, é a situação das unidades de saúde que atendem os PMs. O DIA não teve dificuldades de entrar nas alas. Diante da denúncia, providenciaram reforço na segurança. A reportagem prosseguiu, mostrando falhas gritantes de infraestrutura, como falta de lençóis e longas filas para atendimentos. As reclamações são generalizadas.

Evidentemente que um ambiente desses não é o mais propício para manter o moral da tropa, que este ano foi brutalmente caçada por facínoras — a sinistra conta bate 114 homens da lei assassinados. Não cabe cobrar desmedidamente por desempenho se há descaso com a saúde e se sobressai desconsideração. Cuidar dos PMs é mais que uma questão de obrigação, é uma prerrogativa de respeito.

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