Por bferreira

Rio - Maus-tratos ao meio ambiente no Rio de Janeiro voltam a ganhar manchete, desta vez pela infestação de algas que tisnou de verde o complexo lagunar de Jacarepaguá e da Barra — poluindo também a disputada praia deste bairro, e no auge do verão. A proliferação descontrolada de microalgas tóxicas mancha a cidade semanas depois de outro ‘ecoescândalo’: a presença de bactérias super-resistentes no mar do Flamengo.

Os dois episódios são graves revezes para o ‘Rio de Janeiro olímpico’. A bactéria oriunda de infectantes hospitalares nada nas mesmas águas em que singrarão iatistas daqui a ano e meio. Já a maré verde banha terrenos da vila dos atletas e de algumas instalações esportivas. É a poluição, sem amarras, batendo na porta dos Jogos de 2016.

Nenhuma autoridade pode dizer tratar-se de “fatalidade” o que acontece nos rios e lagoas cariocas. Joga-se de tudo nos cursos hídricos, e o calor severo que se observa neste verão é apenas um gatilho para potencializar os efeitos da bomba de sujeira. Agora, com reais riscos de contaminação e danos sérios à saúde, espera-se reação contundente.

Pouco adiantarão pomposos programas de despoluição se não houver fiscalização permanente de saídas clandestinas de esgoto. Do contrário, será um caro e ineficaz enxugamento de gelo.

Você pode gostar