Por felipe.martins
Publicado 04/01/2015 22:08 | Atualizado 04/01/2015 23:13

Rio - Pode ser que um dia os transportes públicos no Rio de Janeiro alcancem grau de excelência tal que não fiquem nada a dever a países desenvolvidos. Mas apesar de avanços, o desconforto e o desrespeito no dia a dia à maioria de cariocas e fluminenses, sobretudo os que moram no subúrbio, que sofrem com trens, ônibus, metrô e barcas superlotados e alto índice de quebras, indicam que essa qualidade está longe de ser atingida.

Não obstante os transtornos, os trabalhadores do Rio começam a sentir hoje no bolso na prática o reajuste de 13,3% no preço das passagens de ônibus que vigora desde sábado. A reboque, vêm aí mais aumentos de trem, metrô e barcas, com índices parecidos aos dos coletivos.

A taxa, concedida pelo poder público às empresas de ônibus, representa mais do que o dobro da inflação no ano. O salgado reajuste é justificado pela autoridade municipal como cumprimento de acordo definido previamente e pelo represamento das tarifas desde os protestos de rua em junho de 2013. Tinha também como contrapartida a promessa de instalação de ar-refrigerado em toda a frota até 2016, o que não foi garantido pelos empresários.

Em suma, tanto como nas barcas, trens e metrô, o aumento das tarifas dos ônibus no Rio não convence de fato, pelas péssimas condições da maior parte dos veículos, e agora nem de direito, já que o Ministério Público questiona a sua constitucionalidade e pode suspendê-lo. Enquanto isso, o jeito é pagar mais e torcer pela Justiça ou para que um dia o serviço melhore e valha o quanto pesa no bolso dos trabalhadores.

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