Por felipe.martins, felipe.martins
Rio - A maior universidade federal do Brasil passa por momento delicado. O Museu Nacional, ícone da Quinta da Boa Vista e uma das instituições mais prestigiadas da América Latina — por seu rico acervo e pela força de seus pesquisadores, em diferentes áreas —, precisou ser fechado. É mais um triste capítulo de um drama que inclui o cadáver insepulto do Canecão.
Alega a UFRJ não ter dinheiro para custear serviço básico de limpeza e manutenção, daí se ver obrigada a fechar o museu. Joga a batata-quente para a União, que teria atrasado milhões para o custeio. Diante da crise, liberou-se dinheiro para umas goiabadas, o que talvez reabra o espaço.
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Mas é visível o estrago, que se junta a outra tragédia, o fechamento eterno do Canecão. O espaço, envolvido desde o início num imbróglio com acusações de grilagem, vai para cinco anos sem destino, ao contrário do que anunciam os já puídos tapumes que o cercam. Era mais útil à cidade e à cultura do país quando aberto, ainda que irregular.
A UFRJ não merece passar por essa penúria. O governo que se reinventou como “pátria educadora” precisa gerir melhor seus recursos — e principalmente não deixar faltar onde são imprescindíveis —, ou tudo não passará de um mero verniz.
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