Por felipe.martins

Rio - O sonho grande da empresa depende de sua sobrevivência e de sua perpetuação. Sobrevivência impõe competência. Perpetuação é competência continuada. É vital buscar qualificação sempre, competência como fim e meio, como produto e processo. Competência requer ousadia e criatividade, saber para ser, para transformar, para estar à frente das mudanças. Mudança é crise, é oportunidade. Nenhum dia é igual a outro, é preciso ser outro a cada dia. “Panta rei”, tudo flui, disse Heráclito.

Mudança impõe dizer ‘não’ às formas de ser e de estar aparentemente confortáveis como os líquidos maternos. O ventre materno impele o seu produto mais nobre para uma vida de riscos e de oportunidades.Se a empresa não consegue ser outra a cada dia, perde competência e não sobrevive. Se não propõe o risco, não cria oportunidades, pessoas e empresa não crescem. Crescer é superar circunstâncias adversas. Sempre o “quanto mais sei, sei que menos sei”, o sair das trevas da caverna de que são prisioneiros os que temem a luz, do correr destrutivo, cada pessoa um objetivo, o homem lobo do homem, corroendo as entranhas da empresa, o dedão do pé orientando a gestão.


Empresa é soma de competências e entusiasmos, não feudos em lutas, traição e ódio, por espaços e por poder, e se perpetua com mudanças corretas. Não basta mudar processos se as pessoas não estão preparadas para mudanças. Mudança significa você mudar, não desejar que outros mudem. Mudanças impõem novas visão e formação profissionais. Instituições superiores de Educação têm que quebrar paradigmas em sua missão, com um novo professor formando profissional que aprenda sempre, em qualquer ambiente, inovação com qualidade: gente ensinando gente aprendendo sempre.

Que profissional o mercado demandará em quatro anos? Como preparar para um mercado sobre o qual nada se sabe hoje? “Para quem não sabe aonde ir, todos os caminhos levam a parte alguma”. Mais que sempre, universidades têm que cumprir seus compromissos com o saber de transformação, com o Brasil e o seu destino. “Panta rei.”

Ruy Chaves é diretor da Estácio e da Academia do Concurso

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