Por felipe.martins, felipe.martins
Rio - O Rio tem vocação para receber milhões de turistas, que aqui deixam muito dinheiro, gerando empregos e impostos. Entretanto, como cariocas, sabemos de todas as questões relativas à segurança na nossa cidade. Temos uma polícia que vem se superando, atuando forte na prevenção, mas também desafios que não são apenas do Rio, mas características de toda metrópole. Por conta disso, como anfitriões, podemos tomar atitudes simples que podem fazer diferença.
Turistas vêm de braços abertos para conhecer a cidade mas, muitas vezes, não conhecem lugares onde podem circular com mais tranquilidade e desatenção. Por isso, não custa nada quando vermos uma senhora empolgada com a cidade mas com uma supercâmera profissional de última geração pendurada no pescoço num beco, sendo alvo fácil de furtos, aconselhar, ‘dar um toque’. Podemos naquele momento evitar uma frustração com a cidade, que muitas vezes pode se transformar num post negativo numa rede social, gerando aversão ao país.
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Muito comum também entre turistas é cair em lugares que até tem policiamento, mas, como são muito extensos, acabam ficando desprotegidos, como o Aterro do Flamengo. Por conta disso, não custa nada comentar que não é exatamente um parque londrino, onde você deita e até cochila enquanto a família sai para olhar as árvores; não digo que isso não seja possível no Brasil, mas é interessante deixar claro que, apesar de estarmos evoluindo, ainda temos alguns isolados desafios.
Outra clássica, mas aí para os turistas vindos do interior, é exercitar a gentileza e dar ‘aquele toque’ quando algum deixa o celular na areia e vai para a água, vendo de longe os pertences, sem pedir para ninguém olhar. Parece óbvio para quem já mora na cidade, mas muitos costumam confiar na rapidez com que sairão do mar caso seja necessário, talvez desconhecendo que é quase impossível chegar à areia a tempo.
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Temos conquistas incríveis na segurança, muitos lugares a visitar — o circuito cultural no Rio não para de crescer, inclusive aqueles fora dos roteiros tradicionais — mas vale a pena aconselharmos turistas caso tenhamos essa oportunidade. Não apenas o Rio ganha com isso, mas, quem sabe, uma nova amizade pode surgir de um simples conselho.
Rommel Cardozo é presidente do Movimento O Rio pela Paz
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