Editorial: Importante vitória sobre a dengue

O Estado do Rio anotou queda de 83% nos casos de óbitos decorrentes da dengue, em comparação com 2013

Por O Dia

Rio - A estiagem que castiga os cariocas e fez disparar o alarme sobre o abastecimento de água esconde uma armadilha: é só parar de chover para se descuidar do combate à dengue. O Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença — e também da febre Chikungunya —, se prolifera com mais facilidade quando o índice pluviométrico é robusto, já que é na água parada e limpa que os ovos eclodem, liberando as larvas.

Talvez por causa da seca não há tantos registros de casos e sobretudo de mortes, mas é justo reconhecer os esforços das autoridades na luta permanente contra a infestação do Aedes. O Estado do Rio anotou queda de 83% nos casos de óbitos decorrentes da dengue, em comparação com 2013. Ano passado, o Rio também foi o estado que apresentou a maior queda nos números de infectados pelo vírus no Brasil: as notificações caíram 96% em comparação com 2013. No total, foram notificados 7.819 casos suspeitos de dengue no Estado do Rio em 2014, com 10 óbitos. No ano retrasado, foram notificados 217.977 casos suspeitos de dengue no estado, com 60 óbitos. Evolução que merece aplauso.

O controle da incidência de casos passa obrigatoriamente pela vigilância nos focos do mosquito, e a tecnologia nesse segmento é bem-vinda. Por isso, também deve-se elogiar iniciativa da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas e da Fundação Oswaldo Cruz. Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Federal do Paraná, as instituições lançaram sistema de monitoramento em tempo real. O objetivo é indicar as incidências com maior velocidade, tornando mais ágil o processo de tomada de decisão para ações de combate à propagação da doença.

Combater a dengue exige muito trabalho, mas as ações são simples, e os resultados aparecem com atenção dos governos e dedicação da população, como está sendo observado. O Rio não pode mais perecer por causa de um mosquito.

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