Por felipe.martins, felipe.martins
Rio - Ontem foi mais um dia de derretimento das ações da Petrobras, numa quarta-feira em que seus papéis caíram 11%. Em um só dia, perdeu a estatal R$ 14 bilhões no seu valor de mercado. A reboque, puxou toda a Bovespa para baixo. Reação previsível diante da confusão em torno do balanço do terceiro trimestre. Após dois adiamentos, divulgaram-se “números não revisados” que não contabilizaram os desvios desvendados na Operação Lava Jato.
As contas da empresa foram devassadas numa auditoria externa, que se supõe rigorosa. Sabe-se que o Conselho de Administração não quis divulgar em seu relatório as baixas contábeis apontadas, mas, à Comissão de Valores Mobiliários, informou serem de quase R$ 90 bilhões as perdas de ativos com a corrupção.
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Ainda que seja quase um exercício de abstração quantificar desvios num conglomerado tão grande, a postura titubeante da Petrobras pode ter dado sinais trocados ao mercado. Mas o importante é que a verdade veio à tona. Que seja o primeiro passo na busca do saneamento da estatal.
Afinal, só a clareza e a total transparência poderão soerguer a imagem da empresa. É o que esperam a sociedade e, principalmente, os estados e cidades produtoras, como o Rio, que dependem do bom desempenho de uma das maiores petroleiras do mundo.
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