Por felipe.martins

Rio - A mobilidade do cidadão fluminense, em especial o da Baixada Fluminense, sempre foi uma das nossas principais preocupações e bandeiras. Isso porque engloba muito mais que o fato de uma pessoa chegar, por exemplo, mais cedo ao local de trabalho, ou, no fim do dia, em casa.

Facilitar o direito de ir e vir do trabalhador é investir na sua saúde física, já que ganha em tempo de descanso e com isso pode, inclusive, render mais em seu ambiente de trabalho. É também cuidar de sua saúde emocional, uma vez que, com mais tempo para passar com sua família e amigos, temos um indivíduo mais feliz e, de novo, mais produtivo. Mobilidade é, portanto, uma questão de saúde.

Há tempo temos tentado tornar mais fluido o ir e vir do morador da Baixada Fluminense. Lutamos para que o metrô enfim contemple nossa região, o que teria um efeito espetacular no cotidiano de milhares de pessoas. Mas nos empenhamos também em causas aparentemente pequenas, como a abertura de agulhas na Rodovia Presidente Dutra, que facilitariam em muito a vida de muitos motoristas. Uma delas, inclusive, deve ser liberada brevemente, o que muito nos alegra. Mas ainda há muito por fazer.

Vamos ouvir falar muito em mobilidade urbana nos próximos dois anos, ao menos, por conta dos Jogos Olímpicos de 2016. Quero que esta discussão se estenda também aos nossos ‘atletas funcionais’, que enfrentam diariamente verdadeiras maratonas apenas para conseguir chegar ao seu trabalho ou às suas casas. Esta, repito, é uma questão de saúde.

Marcelo Matos é deputado federal pelo PDT

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