Por felipe.martins

Rio - Exemplar a iniciativa da Prefeitura do Rio de convocar coletiva para as seis horas da manhã de ontem, alertando para chuvas torrenciais. Junta-se a esse bom trabalho de proatividade a Defesa Civil Estadual, que montara gabinete de crise na noite de quarta-feira, diante das primeiras informações sobre a tempestade, que até o fechamento desta página ainda se previa recorde.

Ainda que se peque pelo excesso, é preferível soar alarmes e pedir cautela à população do que nada ou pouco fazer. Nas tormentas de abril de 2010 e de janeiro de 2011, ouviu-se das autoridades que a cidade e o estado “foram pegos de surpresa”, que “ninguém imaginava” um colossal volume de chuva como aqueles. E colecionaram-se tragédias: primeiro, a capital travou debaixo d’água; dias depois, o Morro do Bumba desmantelou-se; no verão seguinte, a catástrofe da Região Serrana. Mais do que prejuízos, a inação e a estupefação do Estado permitiram saldo sinistro de mais de mil mortos.

É esse o papel do governo: antecipar-se, precaver-se, esclarecer. Observações meteorológicas ainda não se desenvolveram a ponto de afirmar, sem margem de erro, quanto choverá em cada centímetro quadrado da cidade, mas já conseguem antever cenários potencialmente destruidores. Nesse ponto, o sistema de Defesa Civil vem se aprimorando. As sirenes em áreas de risco funcionam a contento, e o Centro de Controle monitora a metrópole, coordenando os serviços conforme necessário.

O Sudeste está penando com a seca, situação inédita para muita gente, mas de tormentas a região sempre foi bem fornida. Logo, experiência e expediente não faltam para que se tente minimizar os efeitos de temporais.

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