Por felipe.martins

Rio - Diante da possibilidade real de falta de água, governantes de vários escalões (municipais, estaduais e federais) recorrem a diversas justificativas e desculpas na tentativa de explicar por que a situação chegou a tal ponto. E uma das mais recorrentes é citar a estiagem prolongada que atinge o Sudeste.

Mas, sem dúvida, no caso, o risco enfrentado pelas populações do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais de passar por um racionamento sem prazo determinado é consequência da desídia e da irresponsabilidade de governos que, apesar dos repetidos avisos de ambientalistas e cientistas, não tomaram providências para conter a degradação de mananciais e florestas geradoras de chuvas.

Como deixou claro em matéria publicada ontem em O DIA o biólogo Mário Moscatelli, as indicações de que a degradação ambiental levaria a problemas climáticos, incluindo a seca, eram claras há muito tempo. Ele mesmo, em diversas oportunidades, alertou sobre os riscos, mas nada de efetivo foi feito para evitar o esvaziamento dos reservatórios.

Agora, governantes que foram omissos querem culpar a natureza. É preciso dar um basta a esse discurso e exigir ações práticas, para garantir o abastecimento da população e conter os danos ambientais. Não podemos admitir que continuem na omissão e pondo em risco a água nossa de cada dia.

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