Editorial: Estratégia inovadora contra o HIV

A epidemia no país está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos a cada 100 mil habitantes, o que dá menos de 40 mil novas ocorrências por ano

Por O Dia

Rio - Todo Carnaval cumpre-se a rotina das campanhas contra a Aids, com propagandas temáticas e farta distribuição de camisinhas, dada a inclinação ao descuido e ao desprendimento. Pode-se afirmar que têm sido bem-sucedidas: a epidemia no país está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos a cada 100 mil habitantes, o que dá menos de 40 mil novas ocorrências por ano. Não existe mágica na prevenção. Manter a população informada é a medida mais eficaz.

A investida do Ministério da Saúde nas redes sociais com vistas à conscientização é uma grata surpresa. A ação, detalhada nesta edição, se vale de artifícios — ou ‘pegadinhas’, como a população mais jovem fala — para lembrar dos cuidados na hora do sexo. Perfis falsos nos aplicativos de paquera para celular atraem incautos que, quando aceitam o convite, são alertados para jamais esquecer a camisinha.

É uma ação inovadora que foge dos tradicionais canais para passar a mensagem. E é fundamental que não se cesse. Quase a totalidade dos brasileiros (94%) sabe que a camisinha é melhor forma de prevenção às DST e Aids. Mesmo assim, 45% da população sexualmente ativa do país não usou preservativo nas relações sexuais casuais nos últimos 12 meses. Por isso, falar aos jovens na língua e nas plataformas deles é estratégia das mais acertadas.

Últimas de _legado_Opinião