Por bferreira

Rio - A morte de 50 pessoas no sábado num acidente com um ônibus de excursão não pode ser encarada como mais uma fatalidade, já que tragédias com grupos que viajam com ônibus fretados, se não são rotina, também não são raras. Na maioria das vezes, a perícia constata que as causas estão ligadas à má conservação dos veículos e de qualificação dos motoristas.

Por isso, é preciso mais rigor das autoridades e, principalmente, da Polícia Rodoviária Federal na fiscalização de empresas e particulares que organizam essas excursões e, sobretudo, sobre os veículos que usam. E também atenção de quem contrata esses serviços para as condições de manutenção e de segurança dos ônibus.

Uma simples comparação da proporção de acidentes graves com ônibus de excursão com os de carreira que, diariamente, cruzam as estradas brasileiras mostra que há coisas muito erradas com os primeiros. E a manutenção e a qualificação dos motoristas certamente estão entre elas.

É preciso, portanto, ampliar o rigor da fiscalização sobre as empresas de fretamento e a vistoria dos veículos que usam. Afinal, são serviços que envolvem milhares de pessoas por todo o Brasil e precisam, assim como as viações que fazem o transporte regular de passageiros, seguir regras rígidas de manutenção para evitar novas tragédias.

Você pode gostar