Joaquim Monteiro: Desafio olímpico

Como foi em outras cidades-sede, medidas deverão ser tomadas para minimizar riscos e garantir o sucesso dos Jogos

Por O Dia

Rio - Uma das faces mais visíveis do projeto olímpico Rio 2016, a 500 dias da abertura, são as obras em andamento ou já concluídas, que estão mudando a cara da cidade. E, o melhor, com dois terços de recursos privados compondo os R$ 6,6 bilhões destinados às instalações, ou seja, com economia de recursos públicos.

Com as obras correndo no prazo, o planejamento e a execução de projetos direcionados para a operação da cidade e das instalações esportivas ocupam cada vez mais espaço na agenda das equipes de trabalho e, em breve, vão impactar também moradores e visitantes da Cidade Olímpica.

O primeiro evento-teste de 2015, as finais da Liga Mundial de Vôlei, acontecerá em julho, no Maracanãzinho, e o calendário segue até o fim de maio de 2016, num ensaio aberto para os Jogos. O objetivo desses torneios é pôr à prova as instalações, os processos e as pessoas, antecipando possíveis ajustes e ampliando o conhecimento e a prática. Uma de suas consequências deve ser o maior contato direto dos cariocas com o universo olímpico, no qual estarão plenamente inseridos em 2016.

Durante os Jogos, a cidade estará sobrecarregada por um número muito maior de pessoas circulando e demandando serviços como transporte, alimentação e hospedagem.Diante disso, o Rio também vai precisar montar uma operação logística gigantesca para garantir que tudo funcione bem. E, para aumentar o alcance das iniciativas do poder público, será fundamental contar com o engajamento da sociedade.

Ser o dono da casa onde a festa vai acontecer tem exigido compreensão dos moradores com obras, e ainda será preciso ter mais paciência com outras mudanças. Como ocorreu em outras cidades-sede, diversas medidas deverão ser tomadas para minimizar riscos e garantir o sucesso dos Jogos. Entre as iniciativas deverão constar o desestímulo ao uso de veículos de passeio e o incentivo à adoção do transporte coletivo. As empresas também poderão contribuir estimulando seus funcionários a tirar férias (e aproveitar a festa olímpica), alterando turnos e programando horários alternativos para a entrega de cargas.

O desafio, agora, passa a ser também inspirar o carioca para que ele mostre a sua melhor face, a de anfitrião engajado, alegre e animado, que tem orgulho do seu Rio.

Joaquim Monteiro é pres. da Empresa Olímpica Municipal

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