Por bferreira

Rio - Dois consensos entre a classe médica no Brasil: o sobrepeso e (em menor grau) a obesidade viraram perigosa epidemia; e esses excessos vão cobrar caro no longo prazo para esta geração. É o que provam os números da pesquisa Vigitel 2014, divulgados ontem pelo Ministério da Saúde e detalhados nesta edição. Há boas notícias dentre os resultados. O índice de obesidade se manteve praticamente estável, e aumentou o número de brasileiros que se exercitam — no Estado do Rio, a média é ainda maior. Há ainda mais cuidado com a alimentação. O avanço do sobrepeso no país, contudo, preocupa. Mais da metade da população precisa emagrecer.

Entende-se a obesidade como epidemia por diferentes razões. Hábitos, padrões de vida — e sobretudo de consumo — e cotidiano cada vez mais intenso contribuem para o sedentarismo de excessos que pesa na balança. E os quilos a mais na balança são fatores de risco para doenças crônicas, como as do coração, hipertensão e diabetes, que respondem por 72% dos óbitos no Brasil.

O Ministério da Saúde está atento a esses números. O governo quer diminuir em 2% ao ano o total de mortes por doenças crônicas até 2022, e para tal se valerá de um arsenal de campanhas e incentivos. É igualmente importante incutir desde cedo a cultura da vida saudável, e as escolas têm aí papel fundamental — oferecendo merenda adequada e estimulando atividades físicas. Certamente são ações mais fáceis do que, daqui a alguns anos, ter de tratar multidões de hipertensos e cardíacos.

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