Por felipe.martins

Rio - É lamentável a situação de Santa Teresa: a substituição dos icônicos bondes e a adaptação das ruas aos novos veículos, previstas para durar um ano, colecionaram atrasos e agora nem prazo têm. Os canteiros, muitos parados, transformaram-se em lamaçal com a chuva de quinta-feira, como O DIA mostrou nesta sexta-feira. Mais transtornos para um bairro que precisa se espremer por causa de obras intermináveis e que ainda não esqueceu a dor do acidente de quase quatro anos atrás, em que seis pessoas morreram.

Observa-se desde aquela tarde de agosto de 2011 sucessão de equívocos. A começar pela causa da tragédia: peças avariadas e remendadas, incluindo o freio que falhou. Interrompeu-se a circulação dos bondes, obrigando os moradores a se adaptar com os ônibus, e prometeu-se a reformulação do sistema, com foco no turismo. Começaram a esburacar as vias, mas a proliferação de canteiros confunde o trânsito e fragiliza a segurança na região.

Quatro anos depois, o próprio governo admite dificuldades com a obra, que ainda ocupa boa parte das ladeiras. Há trechos de trilhos novos que precisam ser refeitos. Bondes em movimento, só os poucos que fizeram meia dúzia de viagens de teste.

Com a crise da economia, perde-se um pouco mais da esperança de ver o bairro pulsar com turistas e bondes repletos. Espera-se, por um senso de justiça a Santa Teresa e ao Rio, que o sistema — já prometido para a Copa do Mundo — fique pronto até a Olimpíada, em agosto do ano que vem.

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