Por felipe.martins

Rio - Com o mundo cada vez mais tecnológico, nossas crianças são ‘bombardeadas’ por eletrônicos o tempo todo e desde cedo já têm uma gama enorme de coisas piscantes à sua disposição. Mas será que elas sabem brincar?

Brincar com os filhos demanda tempo, paciência e uma entrega por parte do adulto, o que muitas vezes ele não tem. É mais fácil deixar a criança vidrada numa telinha sem ‘dar trabalho’ do que sentar no chão e brincar. Bagunça menos a casa deixá-la vendo televisão do que construindo castelos com encaixes. Tem menos chance de ela se machucar jogando no computador do que subindo em uma árvore. É menos penoso dar o iPad para se acalmar de uma birra do que conversar.

Antigamente, uma criança frequentar um cursinho de informática desde cedo seria um diferencial para o seu futuro — e era! Quem dominava determinadas tecnologias saía na frente. Mas agora o processo é inverso. É necessário ensinar a olhar para o lado; afinal, só se conquista a inteligência emocional através do contato com o outro, da troca de conhecimento e afeto. Isso é o difícil, usar o computador é moleza!

É brincando que se assimilam regras, se aprende a dividir, a esperar a vez, a perder, a se superar, a cair, a levantar e tantas outras vivências fundamentais para um crescimento saudável. Então, faça com seu filho guerra de cosquinha, tome um banho de chuva, chame atenção para a paisagem, crie brinquedos, invente brincadeiras, mostre como se joga baralho, botão e pião, coma uma fruta do pé, almocem juntos, mostre a beleza de um céu estrelado. Enfim, divirta-se com seu filho! Isso é o melhor que você pode dar para ele. Afinal, ano que vem um novo iPhone será lançado, não é mesmo?

Isabela Janiszewski é diretora do Núcleo de Ed. Inf. Passo a Passo

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