Por bferreira

Rio - Grata exceção entre as variadas e numerosas deficiências da saúde pública, as campanhas nacionais de vacinação têm de vencer grandes desafios a cada edição. Em sua maioria, conseguem, embora não raro os resultados fiquem aquém das metas. Neste caso, não é culpa do Ministério da Saúde, mas da desinformação do segmento visado. Iniciou-se ontem mutirão para imunizar ao menos 39 milhões de pessoas contra a gripe — e seus subtipos mais sensíveis, como o H1N1. Para tal, o governo agendou mais um ‘Dia D’, marcado para o sábado que vem.

As grandes ações têm a missão de conscientizar a população sobre a importância de comparecer a um posto de saúde. Proteger uma nação continental contra doenças cuja virulência pode trazer transtornos e prejuízos requer, sim, todo o esforço. Para esta ação contra a gripe, estão sendo mobilizados em todo o país 240 mil profissionais, que atuarão em 65 mil postos de vacinação.

A velha e incorrigível despreocupação do brasileiro, que não se incomoda em deixar tudo para a última hora, é obstáculo a ser batido sempre. Mas o testemunho de quem tomou a dose em anos anteriores, sobre nem lembrar a última vez de ter contraído uma gripe mais forte, é poderoso argumento a serviço das autoridades de Saúde.

Brasileiros com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 5 anos e grávidas ou mulheres que acabaram de dar à luz devem se vacinar. Um cuidado simples e rápido que poderá proteger milhões no inverno que se aproxima.

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