Por bferreira

Rio - O escândalo da Máfia da Saúde da PM, “o maior já visto no Tribunal de Contas do Estado”, nas palavras de Jonas Lopes de Carvalho, presidente da Corte, é mais um a desnudar as armações e tramoias em processos de licitação. O que se utilizou de compras para o Hospital da PM — como O DIA vinha mostrando desde outubro — sugou comprovadamente quase R$ 8 milhões do Erário. Não se sabe se os contribuintes verão a cor desse dinheiro novamente.

Brasil afora, fraudam-se licitações das formas mais engenhosas possíveis, invertendo o conceito da escolha mais vantajosa ao país — tanto no custo, quanto na qualidade. Quadrilhas escrutinam cada vírgula dos editais a fim de obter o máximo de lucro irregularmente. A da Máfia da Saúde superfaturou pedidos, exigindo quantidades colossais de insumos, com o intuito de apresentar salgada conta ao estado — e esta infelizmente foi paga.

Prender os cérebros por trás das falcatruas basta? Encarcerá-los cumpre o senso de justiça, mas o país precisa saber blindar seus trâmites à ladroagem. Fazer uma devassa na Lei das Licitações é tão delicado quanto propor a Reforma Política: mexe com o status quo do Congresso, altera as regras de um jogo em andamento. Mas, sem reforçar cada passo do processo, mantém-se aberta a brecha por onde escoarão milhões de reais dos brasileiros.

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