Por bferreira

Rio - É imprescindível haver reflexões a respeito das práticas pedagógicas acerca das datas comemorativas, principalmente aquelas ligadas a interesses comerciais. Instituições de ensino vêm adotando novas práticas para celebrar o ‘Dia das Mães’, sugerindo mudanças de paradigmas, ressaltando a importância de estimular e oferecer eventos que tenham a participação da família na escola, celebrando de forma independente da demanda do comércio. Exemplo: escolas que promovem o ‘Dia de Quem Cuida de Mim’, ou eventos literários, exposições artísticas, passeios, jogos entre as crianças, familiares e responsáveis, objetivando banir os status estabelecidos pela sociedade capitalista.

Essas práticas têm gerado discussões e opiniões, a favor ou contra, acerca das celebrações tradicionais na escola. Sinalizando para nós, educadores e profissionais da Educação, o cuidado e a percepção em utilizar novas práticas, viabilizando-as com sensibilidade e humanização, contextualizando-as de acordo com a realidade dos alunos, fortalecendo o respeito e a parceria entre escola e família.

Como cidadãos, possibilitemos debates e propostas em parceria com a família e a sociedade; para que essas discussões e opiniões diversas sejam compartilhadas e oportunizem novos projetos pedagógicos que compreendam as ambiguidades da sociedade do século 21, não perdendo de vista os valores humanos, as memórias e tradições familiares e acima de tudo o respeito à infância. Reinventando novos caminhos que assegurem a liberdade de expressão e formação de opinião, a parceria ente escola e família e não a dissociação entre as mesmas. As participações das famílias e dos responsáveis são fundamentais no ambiente de aprendizagem, garantindo uma educação de qualidade, atenta às necessidades do mundo atual e sua complexidade.

É preciso avançar. O que precisamos fortalecer no cotidiano escolar, inclusão ou exclusão, respeito ou preconceito, conscientização ou alienação? São valores e conceitos que devem ser estimulados em todo ambiente de aprendizagem, responsáveis pela formação de indivíduos críticos, verdadeiros, conscientes e sujeitos de sua própria história; cidadãos plenos.

Simone Viana é professora e historiadora

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