Por paulo.gomes

Rio - Causa enorme desconforto a penúria por que passa a Educação no país. Um contrassenso carregado de ironia, dado o ‘mote’ do governo para este segundo mandato de Dilma justamente priorizar o ensino. A ‘Pátria Educadora’, porém, enfrenta neste momento campus fechados por falta de segurança e de limpeza; enorme frustração com as instabilidades e limitações do Fies; e adiamento do Pronatec, que ano passado mereceu bateção de bumbo na campanha.

O desconforto caminha a passos largos para a decepção. A ‘Pátria Educadora’ corre a cada dia mais o risco de ser reduzida a um slogan vazio. Para evitar a frustração, o governo precisa rever imediatamente suas prioridades. A Educação deveria sê-lo permanentemente, mas não é.

A crise no ensino é incêndio de dois focos. Um, obviamente, é o ajuste fiscal, que arrasou orçamentos — mas não impediu o aumento do fundo partidário — e prejudicou inúmeros setores. Outro é mal de longa data no país: a ineficiência na gestão. Com cortes profundos de verba e bateção de cabeça nos gastos, tem-se o caos. E milhões de estudantes são prejudicados. Prejuízo incomensurável, pois em muitos casos significa a perda do ano letivo, um trauma para muitos jovens.

O ministro da Educação, Renato Janine, é pessoa honrada e dedicada à causa. Assumiu a pasta há um mês, tempo suficiente para ficar a par dos desafios, e precisa o quanto antes adotar postura mais enérgica para defender o slogan de quem o nomeou — ou tudo não passará de triste teatro.

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