Por paulo.gomes

Rio - Este ano, mais uma vez, o Movimento Maio Amarelo vai tomar as ruas de várias cidades do Brasil e de outros países, com o objetivo de chamar a atenção para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. Várias atividades serão realizadas durante todo este mês para mobilizar e conscientizar a população a fim de tornar o trânsito mais seguro e diminuir os acidentes.

As estatísticas comprovam a importância desta mobilização e a necessidade de envolvimento de todos para minimizar os danos da catástrofe que se transformou o trânsito em nosso país. No Brasil morrem a cada ano 45 mil pessoas, e outras 440 mil sofrem sequelas permanentes por causa de acidentes. Somos o quarto no trágico ranking mundial de acidentes de trânsito.

Em 2015 a mobilização do Maio Amarelo tem atenção especial para os motociclistas, que são uma das principais vítimas do trânsito. Foram 1.748 mortos em 2014 nas rodovias federais, a maioria entre 18 e 25 anos. São números catastróficos que precisamos mudar.

O Maio Amarelo não é apenas uma campanha. É uma ação internacional que busca envolver a sociedade. A cor amarela simboliza atenção, como a sinalização de advertência nas estradas. A marca — o laço — copia o modelo bem-sucedido das campanhas de combate ao câncer de mama e de próstata. Uma escolha proposital para mostrar à sociedade que acidentes de trânsito são uma epidemia. Já o mês foi escolhido porque foi em maio de 2011 que a ONU decretou a ‘Década de Ações para a Segurança no Trânsito’, com a meta de reduzir em 50% os acidentes no mundo até 2020.

Não existe mágica para que o objetivo seja alcançado. Precisamos de muito trabalho e de conscientização. Para a ONU, a chave está em leis que cubram os principais fatores de risco, como a Lei Seca, e a mobilização da sociedade. Se nada for feito, 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em todo o mundo em 2020, de acordo com estimativa da Organização Mundial de Saúde.

Todos podem e devem participar do Maio Amarelo: empresas, governo, associações ou entidade de classe. A página http://maioamarelo.com mostra como participar. O movimento pertence à sociedade. Salvar vidas é a nossa meta.

Hugo Leal é deputado federal pelo Pros e autor da Lei Seca

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