Marcus Tavares: Pátria Educadora em 60º

Posição é desastrosa e parece indicar que as políticas públicas pouco ou nada contribuem para efetiva melhora

Por O Dia

Rio - Pesquisas muitas vezes não retratam fielmente a realidade, mas servem de parâmetros e indicações. De terça a sexta da semana que vem acontece o Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul. Na ocasião, será divulgado ranking, fruto de levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, e já se sabe que o Brasil obteve rendimento muito ruim entre os 76 países avaliados. Ficou na 60ª posição. A análise foi estabelecida com base nos resultados de testes de Matemática e Ciências.

É verdade que nos últimos 25 anos o país avançou muito. Como jornalista que sempre cobriu a Educação, tive o privilégio de acompanhar o processo. A década de 90 foi de grandes conquistas. A promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e a implementação de boas políticas públicas, como o Toda Criança na Escola, deram um salto positivo e qualitativo.

Nos anos que seguiram também avançamos. Estabeleceram-se, por exemplo, a criação do piso nacional para o magistério e uma preocupação constante com a atualização em serviço dos professores, bem como foram executados diversos programas pontuais para qualificar a Educação Básica. O ensino integral ganhou outros recortes. Ações conjuntas entre esporte, Educação e cultura foram reorganizadas. As tecnologias que apareceram possibilitaram novos horizontes e metodologias de ensino. Programas assistenciais inclusive foram criados para que pais e responsáveis levassem e mantivessem os filhos na escola. Legislações, nos três níveis de governo, foram aprovadas, determinando que a pasta da Educação recebesse rubricas próprias da riqueza produzida pelo país e dos impostos aviltantes pagos pela sociedade.

O cenário nos últimos 25 anos certamente é bem mais positivo do que era, porém menos do que se espera e deseja. O resultado é pífio diante do potencial de nossas escolas e do investimento que é feito. A 60ª posição é desastrosa e parece indicar que, na prática, as políticas públicas pouco ou nada contribuem para efetiva melhora. Parece indicar que a Educação é moeda de troca partidária, e não vista e entendida como projeto estratégico de nação. Que a bandeira da Educação não passa de discurso político. Não precisa ser estudioso para entender nossa realidade e concluir: não há vontade política para mudar o quadro. Estamos muito longe de fazer jus à “Pátria Educadora”.

Rio - Pesquisas muitas vezes não retratam fielmente a realidade, mas servem de parâmetros e indicações. De terça a sexta da semana que vem acontece o Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul. Na ocasião, será divulgado ranking, fruto de levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, e já se sabe que o Brasil obteve rendimento muito ruim entre os 76 países avaliados. Ficou na 60ª posição. A análise foi estabelecida com base nos resultados de testes de Matemática e Ciências.

É verdade que nos últimos 25 anos o país avançou muito. Como jornalista que sempre cobriu a Educação, tive o privilégio de acompanhar o processo. A década de 90 foi de grandes conquistas. A promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e a implementação de boas políticas públicas, como o Toda Criança na Escola, deram um salto positivo e qualitativo.

Nos anos que seguiram também avançamos. Estabeleceram-se, por exemplo, a criação do piso nacional para o magistério e uma preocupação constante com a atualização em serviço dos professores, bem como foram executados diversos programas pontuais para qualificar a Educação Básica. O ensino integral ganhou outros recortes. Ações conjuntas entre esporte, Educação e cultura foram reorganizadas. As tecnologias que apareceram possibilitaram novos horizontes e metodologias de ensino. Programas assistenciais inclusive foram criados para que pais e responsáveis levassem e mantivessem os filhos na escola. Legislações, nos três níveis de governo, foram aprovadas, determinando que a pasta da Educação recebesse rubricas próprias da riqueza produzida pelo país e dos impostos aviltantes pagos pela sociedade.

O cenário nos últimos 25 anos certamente é bem mais positivo do que era, porém menos do que se espera e deseja. O resultado é pífio diante do potencial de nossas escolas e do investimento que é feito. A 60ª posição é desastrosa e parece indicar que, na prática, as políticas públicas pouco ou nada contribuem para efetiva melhora. Parece indicar que a Educação é moeda de troca partidária, e não vista e entendida como projeto estratégico de nação. Que a bandeira da Educação não passa de discurso político. Não precisa ser estudioso para entender nossa realidade e concluir: não há vontade política para mudar o quadro. Estamos muito longe de fazer jus à “Pátria Educadora”.

Marcus Tavares é professor e jornalista especializado em Midiaeducação

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