Editorial: Negócio da China em tempo crítico

Acordos bilaterais e parcerias econômicas com outros países sempre responderam por parte significativa da riqueza do país

Por O Dia

Rio - Acordos bilaterais e parcerias econômicas com outros países sempre responderam por parte significativa da riqueza do Brasil. O robusto acerto assinado ontem entre a presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, vai além dessa percepção. Trata-se de uma boa notícia, item raro nos últimos meses, com potencial para ajudar o Brasil a virar o jogo da estagflação e do desânimo generalizado.

Os 35 convênios de cooperação bilateral, ofertas de negócios — em áreas tão distintas quanto infraestrutura, agricultura e energia renovável — e um pesado plano de investimentos de US$ 53 bilhões serão uma providencial ajuda para a retomada do crescimento econômico. Mais: podem contribuir para fortalecer a agenda positiva do governo para além do temido e indigesto ajuste fiscal.

A China é parceira estratégica do Brasil. Seu esplêndido crescimento na década passada foi um dos propulsores do sucesso do governo Lula — sobretudo na explosão das commodities. Não passou imune à crise global e experimenta rateadas, com crescimento mais tímido, mas tenta dobrá-la. E demonstra confiança no Brasil ao assinar acordos tão diversificados e de monta — que vão muito além do simples escambo de matéria-prima.

Que seja o início de uma nova fase de cooperação internacional. O Brasil nada terá a perder se encarar o comércio global com audácia e clareza.

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