Por bferreira

Rio - Antes mesmo de cumprir 10% dos jogos deste Campeonato Brasileiro, Fluminense e Flamengo perpetuaram a solução mais fácil para a sangria dos escretes do país do 7 a 1: demite-se o técnico. A bola da vez é Vanderlei Luxemburgo, o mesmo convocado há menos de um ano para salvar o Rubro-Negro da “confusão” do rebaixamento. Para sucedê-lo, aventam-se nomes que já pouco entusiasmam. A questão é que a troca de ‘professor’ deixou há muito de ser a panaceia a que muitos recorriam, às vezes com sucesso.

Não existe renovação no futebol pentacampeão. O mal se observa mais dentro de campo e menos nas pranchetas, mas os treinadores têm, sim, parte da culpa. Diante do plantel disponível, porém, há pouco a fazer. No lodaçal da crise financeira que atolou quase todos os clubes, jovens promessas são vendidas a mercados europeus ou asiáticos. Futuros craques são cultivados não para que os times ganhem em qualidade, mas em dinheiro, e logo são despachados. Desenvolvem-se profissionalmente fora do Brasil, que ora vive fenômeno curioso e lamentável: contam-se uma pá de garotos e uma tonelada de veteranos em fim de carreira.

Do lado dos 'professores', sobrou uma triste ciranda de nomes repetidos e ultrapassados que não se atualiza. Não à toa nenhum brasileiro está dirigindo um grande clube europeu ou uma seleção de expressão — e a própria CBF está dentro dessa roda-viva, com a volta de Dunga, que por enquanto mantém um bom retrospecto.

Como a solução definitiva passa pelo saneamento das contas dos clubes, vive-se de improvisos. Às vezes alguém dá passo ousado, como o São Paulo, que chama o colombiano Juan Carlos Osorio para treinar a equipe — medida que desagrada a puristas. Mas é imperioso haver renovação, para que se busquem saídas a fim de superar o 7 a 1.

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