Por bferreira

Rio - Pelo segundo ano, o Brasil fez parte do Maio Amarelo, que atua para construção de um trânsito com menos violência. O movimento triplicou de tamanho: as ações já chegam a 21 países, com muitas pessoas engajadas em mudar o quadro atual, que é particularmente grave no Brasil. Estamos em quinto entre os países recordistas em mortes no trânsito, abaixo apenas da Índia, China, EUA e Rússia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo o mundo, três mil vidas são perdidas por dia nas estradas e ruas. Essa já é a nona maior causa de mortes no planeta. A mesma OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020, se nada for feito.

Mas estamos começando a fazer o dever de casa. Uma das muitas ações realizadas no Brasil mobilizou o piloto mais jovem da Copa Petrobras de Marcas, Rodrigo Baptista, que participou da terceira rodada dupla da competição, disputada nos dias 30 e 31 de maio, em Curitiba, ostentando na frente de seu macacão de competição e nas laterais e na frente de seu Toyota Corolla #9 a marca do Maio Amarelo.

A escolha de Rodrigo não foi por acaso. Os jovens entre 15 e 29 anos são os mais atingidos pela violência no trânsito. Por isso, como um dos coordenadores da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro da Câmara dos Deputados, acredito que este alerta deve ser direcionado especialmente a este grupo.

Sabemos que não é exclusivamente pela via penal que vamos diminuir ou zerar a violência no trânsito. O Estado tem que atuar em outras frentes, pois o objetivo não é aumentar a arrecadação com multas, mas salvar vidas. É necessário investir na educação, na fiscalização de trânsito e em obras de engenharia e estradas mais seguras.

Movimentos como o Maio Amarelo são importantes por provocar uma reflexão na sociedade, principalmente sobre a morte de jovens brasileiros. A escolha do laço amarelo é inspirada em movimentos com grande visibilidade como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, que tratam, respectivamente, do câncer de mama e próstata. A relação com questões de saúde pública é proposital, pois os acidentes de trânsito já são epidemia no país.

Lucas Vergílio é deputado federal pelo SDD-GO

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